Santa, pecadora... Olhar pra dentro é ver-se de verdade: enxergar os paradoxos e aceitar[si].

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Maceió, Alagoas, Brazil
Santa, pecadora, com o Amor na veia e a alma nas vísceras.

Contagem regressiva para Tainá pipocar!!!

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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Tainá chegando, chegando...

























Faltam só (SÓ?!risos) 4 dias para Tainá chegar nesse mundão!

Ai, ansiedade, receios, euforia que invadem a cabeça da mamãe aqui e do papai, ambos de primeira viagem. risos...

Ainda temos que arrumar algumas coisitas (últimos detalhes) e as postagens que já estavama escassas podem ficar ainda mais. Mas, assim que chegar da maternidade e puder sentar em frente ao pc, eu coloco as fotos da nossa estrelinha!!!

Já sabemos algumas coisas: que lea é cabeludinha, bicudinha e bochechuda segundo as últimas ultras. risos...

Beijos nossos.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Piruá não! Porque viver é P-I-P-O-C-A-R!!!

[Das declarações alheias que são nossas]


Eu sempre estive entre aspas.

Ficar triste é um sentimento tão legitimo quanto a alegria!

Reclamar do tédio? É fácil! Difícil é levantar da cadeira
pra fazer alguma coisa que nunca foi feita.

Queria não me sentir tão responsável pelo que acontece ao meu redor.

Felicidade é a combinação de sorte com escolhas bem feitas.

Pessoas com vidas interessantes interessam-se
por gente que é o oposto delas.


Emoção nenhuma é banal se for autêntica.

Dar certo não está relacionado ao ponto de chegada,
mas ao durante.

O prazer está na invenção da própria alegria,
porque é do erro que surgem novas soluções....


Os desacertos nos movimentam, nos humanizam,
nos aproximam dos outros, enquanto que o sujeito “nota 10”
nem consegue olhar para o lado, não pode se desconcentrar
um minuto sob pena de ver seu mundo cair.

O mundo já caiu... Baby!
Só nos resta dançar sobre os destroços.


Nosso maior inimigo é a falta de humor.

Piruá, quem sabe o que é piruá?

Piruá pode ser um peixe em algumas regiões,

Mas piruá é também e principalmente aquele caroço de milho
Que não vira pipoca.

Tem muita gente que é piruá neste planeta,

gente que não reage ao calor,
não desabrocha...
não vira pipoca.

[Pipoca, a flor do candomblé.]



(...)

"Elenita no primeiro dia do programa eu perguntei para você
Qual é o bem mais precioso do mundo;

E a gente acabou concluindo que é o Tempo.
Sem o tempo não dá nem para amar as pessoas!
É o tempo...

Pois é Lena, pode virar pipoca,
Pois o seu tempo acabou de RECOMEÇAR!.
A eliminada de hoje é a JOSIANE"
[Pedro Bial]

(...............)

























Elenita, Lena, Elê, Lenita... é uma grande amiga virtual, que já transcendeu os limites da distância-aproximada que o cérebro eletrônico impõe. Uma pessoa que excede para excelência, característica de só alguns, pois excelência não é para quem quer, mas para quem pode.
Doutora em lingüística com muita luta e empenho, DJ da mesma forma apaixonada, mulher, amiga... menina. Que encontra-se em mais um etapa de vivência: BBB10. Sim, porque ela vive. E para quem na VIDA não se está só a passeio, mas completo, não existe ser piroá. Por isso, aquilo que se quer se consegue, pois a vontade do milho é eclodir na panela e P-I-P-O-C-A-R!



A gente nasceu pra ser feliz!

[diz ela: Elenita]
E eu assino embaixo.
E vc, resolve eclodir,
ou morrer piruá?

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Beijos nossos: meus e da Tainá, que está há 3 semanas de pipocar! :)))


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Improviso da certeza.



"Tudo, aliás, é a ponta de um mistério, inclusive os fatos. Ou a ausência deles. Duvida? Quando nada acontece há um milagre que não estamos vendo".


















"Felicidade se acha em horinhas de descuido."

[J. Guimarães Rosa]

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Beijos.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Um mundo redondo de pessoas quadradas.

Bom, isso é mais que um desabafo. É uma singela reflexão do "estranho mundo da Paula" dos últimos meses.

A minha gravidez não é de alto risco, mas é de risco. Debaixo dos meus 37 anos eu não tenho mais o pique de uma menininha de 17, 20, 30 aninhos. Além disso, as exigências desse mundo globalizado ferozmente, onde trabalho e trabalho e trabalho... aumentaram o ritmo na minha vida nos últimos dois anos (graças a Deus e a mim! Amém!), estudar é algo imprescindível para prevenir até Alzaime*. risos... Mas, nessa fase cansa mais.

O interessante é que estado de felicidade deve incomodar as pessoas, só pode. Além de que, só agora percebi: certas coisas não bastam! O respeito, por exemplo, mas sim tem que estar no lugar do outro literalmente. Explico:

Antes de ficar grávida eu respeitava os privilégios (privilégios? :o) que mulheres grávidas tinham apoiadas na Lei. Mas, claro, me incomodava comigo mesmo ter que ceder algums minutos do meu precioso tempo a elas nas filas da vida. Porém, nunca deixei de dar lugar e até chamar pra frente quando via uma, assim como idosos e deficientes. Mas depois que engravidei comecei a sentir na pele os olhares de desdém de alguns "inquilinos deste mundo". Assim como a falta... não diria de compreensão, mas de algo que falta, sei lá... risos... em algumas pessoas no próprio ambiente de trabalho. Percebe-se no olhar, na exigência de um ritimo de rendimento que não posso, momentaneamente, corresponder não por incompetência intelectual, mas física mesmo!

Dirigir tem sido difícil, andar de ônibus é pior ainda devido ao tempo que não existe pra almoçar entre um trabalho e outro até chegar no ponto e esperar pra tomar um ônibus, ficar sentada em frente ao pc também e preciso levantar algumas vezes o que me faz perder um pouco o foco do que digito, canso - minha respiração fica ofegante, meus pés já estão inchando e tenho sentido umas dores feito pontadas no pé da barriga quando ando mais que anteriormente.

Mas, como fazer as pessoas entenderem sem parecer que estou fazendo corpo-mole? Como fazer as pessoas respeitarem a própria estabilidade de emprego dada Legalmente, sem que as pessoas entendam isso como oportunismo e fiquem só na espera de voltar da licença para dispensar do trabalho?

Eis algumas inseguranças que grávidas passam.

Fora que, meu companheiro também pensa por vezes que tudo é um mero exagero. risos... E cheguei a conclusão de que homem não engravida não é a toa!kkkkkkkk...

Tudo isso tem me dado medo de falar, comentar sobre os sintomas que venho tendo. Se vou à urgência, na mioria da vezes de uns tempos pra cá vou sozinha, caladinha e faço os exames que tenho que fazer e assim me sinto melhor, menos julgada até quando saio de lá com o alívio de que tá tudo bem, porque parece que isso é um pecado para algumas pessoas: ir ao médico e estar tudo bem. Não tenho escrito em blogues, participo de poucos debates sobre o assunto e quase nunca falo na íntegra dos meus sintomas para não correr o risco de me expor e ser julgada. A não ser para minha médica, lógico!

O que eu quero dizer com tudo isso que escrevo sobre um pouco dessa minha aventura-prenhez é que: grávidas não precisam de mimo, mas de solidariedade! Tão simples quanto as voltas que o mundo dá. [e como dá!]

Beijos e espero que entendam a ausência por aqui.

domingo, 6 de setembro de 2009

"O inFerno são os outros." E o inVerno dos outros sou eu!

Sei que ando sumida do mundo dos blogues. Minha gravidez não é desculpa, ou até pode ser, sei lá... Não tenho me empolgado para escrever, é isso.

Mas a vida continua. Continua...

E como a maioria das pessoas, o que me motiva a escrever não são as alegrias.

Muito insatisfeita com as pessoas, eu ando. [re]Descobri minha peculiar inaptidão para mau caratismo humano. Falsidade é coisa de gente infeliz, mal amada, cheia de lacunas que não consegue (ou não quer) resolver na vida. Ter que conviver com gente assim é um suplício para mim porque, no meu entendimento, as coisas são simples: ou é ou não é. Fazer média com os outros e falar por trás, incentivar desavenças para se sentir vingado(a) é típico de quem não se supera.

Gostaria de dar nomes aos bois, mas não posso. Questões éticas pessoais que me impedem de ser leviana como são comigo. O que posso dizer é que prefiro ser fiel aos meus princípios, apontar os erros quando sou responsável por esta missão, mesmo que isso não seja entendido pelos outros, por quem está sendo orientado por mim. Entender essa insatisfação em quem tem seus erros apontados por mim é compreensível. Entender que tais pessoas, como qualquer outra, não vão gostar de receber críticas e vão rebater numa tentativa histérica de inverter o quadro fantasioso de desprezo, é esperado até. A histeria é tão comum quanto o ar que se respira, ao contrário do que se possa supor.

Mas, entender que alguém use o lugar do outro em benefício próprio para instalar mal estar e se apropriar de um lugar que não é seu e que não tem competência pra assumir, NÃO! Isso é falta de escrúpulos!

E o pior é ver gente a volta dessas criaturas achando que elas são amigas quando ela é tão falsa quanto com elas!

Lamentável. Lamentável ser obrigada a lidar com essa gente no dia-a-dia e pior é saber que não há como lidar de igual pra igual, mesmo tendo como lema “faço o meu e cada um que faça o seu”, porque a inveja move essas pessoas e a única maneira que encontram de se destacarem é contribuindo para o fracasso do outro. No momento, eu sou o alvo. Mas sei que serei sempre porque tenho noção profunda do meu talento já reconhecido. Isto é o que aquece a fantasia de gente que me cerca de ambos os extremos: de quem se submete fatidicamente às minhas orientações e teme (fantasiosamente) que minhas opiniões vaticinem uma dispensa, e de quem não consegue chegar no meu nível de competência profissional (e até pessoal – gravidez alheia causa inveja também, acredite!).

Após meu desabafo, só posso deixa algo que li em um perfil de Orkut e que me cai como uma luva:

"Alguns dos meus amigos consideram-me narcisista, há outros que me acham paradoxal, e há aqueles que me têm por louca; confesso que sou um pouco de cada coisa, sou o primeiro ponto da reticência, um eterno vir-a-ser..."

Beijos.

domingo, 9 de agosto de 2009

"Os objetos"

- Veja, Lorena, aqui na mesa este anjinho vale tanto quanto o peso de papel sem papel ou aquele cinzeiro sem cinza, quer dizer, não tem sentido nenhum. Quando olhamos para as coisas, quando tocamos nelas é que começam a viver como nós, muito mais importantes do que nós, porque continuam. O cinzeiro recebe a cinza e fica cinzeiro, o vidro pisa o papel e se impõe...

Os objetos só tem sentido quando tem sentido, fora disso...Eles precisam ser olhados, manuseados. Como nós. Se ninguém me ama, viro uma coisa ainda mais triste do que essas, porque ando, falo, indo e vindo como uma sombra, vazio, vazio. É o peso de papel sem papel, o cinzeiro sem cinza, o anjo sem anjo, fico aquela adaga alí fora do peito. Para que serve uma adaga fora do peito?

[Lygia Fagundes Telles]

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Sem mais.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O tudo é uma grande aventura.

O que perturba um adulto nunca perturbará uma criança.

O que o adulto acaba confundindo é amadurecer com armadura-ser.

Nossa história começa na aventura que é estarmos vivos. Passamos por intervalos e vamos deixando para trás aquilo que éramos sem nos darmos conta que jamais podemos deixar de ser algo quando esse algo faz parte do que somos. E acabamos não nos dando conta de que quando, simplesmente, passamos não nos tornamos eternos. Porém, jamais o seremos porque o tudo é efêmero. Eis o dilema da vida.

Viver não basta, mas perecer é fato. Daí, aprendemos que matar aos poucos um pouco em nós é meio que tentar um consolo para o que, no fundo, não queremos. Tola estratégia!

O transformar não pode significar uma morte em si. Mutar é dar roupa nova ao que já existe, não matar o que sempre existirá. Por que será que as crianças entendem isso tão bem?! Certa-mente porque a vida e a morte não existem em dicotomia para as crianças.

O que, verdadeiramente existe é um tudo-aventura! E sem armaduras, consegue-se ver em tudo uma possibilidade e não um fim.

- Morrer será uma enorme aventura!
- Viver seria uma incrível aventura!!!











[Sou, por temperamento, nada mais que um conquistador -

um aventureiro, em outras palavras -

com toda a curiosidade, ousadia e tenacidade características desse tipo de homem. Freud]

E você, o que pode dizer de si mesmo? Reflita onde estão os seus nuncas e os seus sempres.

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Beijos e belas aventuras.

sábado, 25 de julho de 2009

De momento...

"Eu resolvi me dar o amor que eu não tive, a atenção que não tive, o apoio, a valorização... E, as coisas mudaram para muiiiiiiiiiiiito melhor.

Eu tinha um mestre budista que costumava dizer: 'Quando alguém ou uma coisa não te querem, muitas outras vão querer... Abandone o velho, queime os navios e abra-se para o novo!'

Divida o mundo em duas categorias: as pessoas que te querem e as que não te querem. Para essas últimas, dê um - "Não nos procure, nós o procuraremos" - e suma do mapa. Valorize-se!"

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Do blogue de uma moça muito inteligente que eu esqueci de pegar o link, mas que consta na íntegra o texto original aqui.

Achei o máximo para "n" momentos! ;)

Beijos.

sábado, 11 de julho de 2009

Não seja um produto pronto, a não ser que seja o produto feito de você mesma(o).

*
*
*
E lá vem um texto sobre relacionamentos... risos...

Mas, não é um texto de alguém que tem vida perfeita, relacionamento perfeito, felicidade absoluta e estado de espírito pleno. Não. É de alguém comum, que busca... busca... busca... Seja lá o que for, busca porque esse esse verbo é inevitável enauqnto há vida e se faz parte dela.

Um dia desses uma paciente me falou que estava namorando um estudante de psicologia e que seu namorado tinha emprestado um livro. Que com isso ela tinha adquirido o hábito, pela descoberta do prazer de ler, da leitura. Claro que perguntei que livro era, e ela respondeu: "Homens são de marte, mulheres são de vênus". [mais um dos famigerados "auto-ajuda". risos...]

Não gosto mais dessas leituras. Mas por que EU não gosto mais?! Ora, porque não me são mais úteis, ué! Mas, pra ela eles têm sido e muito! E fiquei feliz por ela. :)))

Fiquei mais feliz ainda porque pensei: "eu também estou aqui; também estou sendo útil a ela." E é a interpretação dela sobre o livro que vale aqui, não a minha. Seria eu uma "analista-humanista"?!

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...

Non. Eu só faço jus a função da "pessoa real do analista", quando preciso é. ;)

Pois bem. Pessoas utilizam pessoas todos os dias na vida. Isso é relacionar. E tudo vai à falência quando se negligencia essa base. Não vai ser em livros ou em "fórmulas mágicas" que a gente vai descobrir isso, mas no dia-a-dia: no decorrer da vida.

E na vida é tudo tão in perfeito! E da imperfeição eu só tenho a dizer isso:

- Relacionamento é um jogo de "cedução": eu cedo, tu cede, eu cedo, tu cede... risos...

Só que, eu ACHO que é preciso que os 2 não admitam ceder o si mesmo (abdicar de si mesmo). Porque aí ou é minininha precisando de painho, ou menininho precisando de mainha. E não homem sendo homem pra mulher e vice-e-versa.

No mais, resolvi abolir há algum tempo dessas "fórmulas prontas" de perfeição humana.

Descobri que o imperfeito é tão mais divertido!!! ;)

E concordo com a Maria Cândida: "aventura é vida a dois!"

[indo TENTAR escolher as alianças... kkkkkkkk...]

Beijos.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

"Vinde a mim as criancinhas" perdeu todo seu sentido.

->Frase-título brilhante que li do meu amigo virtual,
brilhante também, Paulo Castro.
Concordo!

Basta morrer para virar santo -- concluo. Mas em vida, ninguém é Madre Tereza, nem mesmo ela! Ah, me poupe de tanta hipocrisia!!!

MJ era um desequilibrado dos piores-ambivalentes, no fundo do sentido que possa ter isto! Um cara fruto de uma família louca, de um pai castrador-violento-perverso e de uma mãe submissa e ausente-condescedente. De irmãos que retratavam libertinagem-presa. Enfim, uma mistura de "jesus-anti-cristo".

Talento para fazer revoluções da melhores e para veicular perversões das mais terríveis. Mais triste que reconhecer a obscuridade dele em meio ao seu brilhantismo, é abafá-la por este. Pois, ele podia ser até particionado em sua personalidade, mas sua imagem NUNCA deixará de ser completa, embora se tente fazer de conta que Alice habita Neverland com Peter e tiram férias no País das Maravilhas.

E fico cinza (já que ele se deu ao luxo de ficar branco acelerando drasticamente o vitiligo) quando escuto ou leio algo do tipo: "que pais eram esses que deixavam seus filhos com um pedófilo?! eles eram mais culpados que o MJ!". E é tão óbvia a resposta ao enigma, ora: simplesmente, deve ter sido pelo mesmo motivo de quem acredita na sua inocência, ou seja, acreditarem que ele não era pedófilo e não passava de um ser inocente e injustiçado. Não há quem creia nisso?! Por que esses pais não podiam crer também, ué?! E a perversão segue mundo afora.

Ícone, gênio, artista fantástico não há quem duvide (nem eu! tenho TODOS os vinis). Mas pessoa perturbada, psicopática, perigosa, feito o mais terrível serial killer acima de qualquer suspeita, EU não tenho dúvidas! Uma cria de quem, por endeusá-lo e não valorizar algum tratamento a ele, acabou por contribuir na construção de um monstro, nos dois sentidos opostos da palavra. Pena, porque o tenebroso extremo sempre acaba por engolir e destruir o outro.

Enfim, achei esse post que encontrei através do Paulo (do Movido a Vapor), fantásticamente lúcido, por sua acidez-ousada em meio a tanta doçura-travessa de quem adere pela linha "morreu, virou bom":

"Cheguei a ler coisas até interessantes a respeito do fato, como “os anos 80 terminaram hoje” (lamento não ter tomado nota do autor para poder creditar agora), reportagens inteiras falando da infância pobre, da saúde frágil, do vitiligo, das duzentas plásticas, dos escândalos, da venda da Neverland, da mansão alugada por cem mil Dólares mensais, e toda a encheção de saco que orbita um “mito” pop.

Como está todo mundo enchendo a bolinha do Jacko — parece que a velha máxima de que basta morrer pra virar bom continua valendo — eu vou escrever um único parágrafo sobre o que penso da morte dele.

Como citei no título, é um pedófilo a menos no mundo. Não que eu tenha o direito de julgar, não que ele não tenha sido absolvido da segunda acusação de pedofilia (a primeira foi abafada com fardos e fardos de dinheiro), mas o fato é que ninguém tem o direito de desrespeitar a inocência de uma criança, não importa o quê.

Lembra quando eu disse que escreveria só um parágrafo? Eu estava enganado, vou escrever mais um.

Outra coisa que me faz sentir um certo alívio por esse pedófilo fedorento estar indo ter com o diabo no inferno é que agora ele para de fazer terrorismo com os filhos, como daquela vez que ele pendurou a criança na janela do hotel.

Só para constar: acho que cada um tem o direito de fazer o que bem entende entre quatro paredes, contanto que todas as pessoas envolvidas sejam maduras e esclarecidas o suficiente para consentirem com o que vai ser feito. Falei?", by Blogue do Janio.


É. Falei, também.

Beijos da Terra do Sempre!



segunda-feira, 22 de junho de 2009

Desalento feliz.

"Descobri que provavelmente a única pessoa do planeta inteiro na minha idade e profissão que não consegue ser diplomática sou desatalentosamente eu." [Elenita Rodrigues]

Não tenho tolerância pra falta de ética, seja pessoal ou profissional.
Definitiva-mente, não.
Posso não mudar os outros, e nem tenho esse poder (thanks, God!), mas não sou obrigada a adquirir as Quimeras dos outros.
Há muito eu descobri e conscientizei que sou responsável pela minha parte no mundo; nela, não existe espaço pra certas "coisas".
Se é um conflito?
Eu prefiro ser conflitiva do que perversa.
E isso é escolha, sim!
Da minha parte, é.
PoiZé.


sábado, 20 de junho de 2009

Destaque...

Não é pecado.

E individualidade não é individualismo.





“Mas não pude deixar de querer lhe mostrar o que pode acontecer com uma pessoa que fez pacto com todos, e que se esqueceu de que o nó vital de uma pessoa deve ser respeitado. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que você imagina que é ruim em você - pelo amor de Deus, não queira fazer de você mesma uma pessoa perfeita - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse o único meio de viver.
Juro por Deus que se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia - será punida e irá para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não será punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo aquilo que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma.”

[C. Lispector]