Sei que ando sumida do mundo dos blogues. Minha gravidez não é desculpa, ou até pode ser, sei lá... Não tenho me empolgado para escrever, é isso.
Mas a vida continua. Continua...
E como a maioria das pessoas, o que me motiva a escrever não são as alegrias.
Muito insatisfeita com as pessoas, eu ando. [re]Descobri minha peculiar inaptidão para mau caratismo humano. Falsidade é coisa de gente infeliz, mal amada, cheia de lacunas que não consegue (ou não quer) resolver na vida. Ter que conviver com gente assim é um suplício para mim porque, no meu entendimento, as coisas são simples: ou é ou não é. Fazer média com os outros e falar por trás, incentivar desavenças para se sentir vingado(a) é típico de quem não se supera.
Gostaria de dar nomes aos bois, mas não posso. Questões éticas pessoais que me impedem de ser leviana como são comigo. O que posso dizer é que prefiro ser fiel aos meus princípios, apontar os erros quando sou responsável por esta missão, mesmo que isso não seja entendido pelos outros, por quem está sendo orientado por mim. Entender essa insatisfação em quem tem seus erros apontados por mim é compreensível. Entender que tais pessoas, como qualquer outra, não vão gostar de receber críticas e vão rebater numa tentativa histérica de inverter o quadro fantasioso de desprezo, é esperado até. A histeria é tão comum quanto o ar que se respira, ao contrário do que se possa supor.
Mas, entender que alguém use o lugar do outro em benefício próprio para instalar mal estar e se apropriar de um lugar que não é seu e que não tem competência pra assumir, NÃO! Isso é falta de escrúpulos!
E o pior é ver gente a volta dessas criaturas achando que elas são amigas quando ela é tão falsa quanto com elas!
Lamentável. Lamentável ser obrigada a lidar com essa gente no dia-a-dia e pior é saber que não há como lidar de igual pra igual, mesmo tendo como lema “faço o meu e cada um que faça o seu”, porque a inveja move essas pessoas e a única maneira que encontram de se destacarem é contribuindo para o fracasso do outro. No momento, eu sou o alvo. Mas sei que serei sempre porque tenho noção profunda do meu talento já reconhecido. Isto é o que aquece a fantasia de gente que me cerca de ambos os extremos: de quem se submete fatidicamente às minhas orientações e teme (fantasiosamente) que minhas opiniões vaticinem uma dispensa, e de quem não consegue chegar no meu nível de competência profissional (e até pessoal – gravidez alheia causa inveja também, acredite!).
Após meu desabafo, só posso deixa algo que li em um perfil de Orkut e que me cai como uma luva:
"Alguns dos meus amigos consideram-me narcisista, há outros que me acham paradoxal, e há aqueles que me têm por louca; confesso que sou um pouco de cada coisa, sou o primeiro ponto da reticência, um eterno vir-a-ser..."
Beijos.









