Santa, pecadora... Olhar pra dentro é ver-se de verdade: enxergar os paradoxos e aceitar[si].

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Santa, pecadora, com o Amor na veia e a alma nas vísceras.

Contagem regressiva para Tainá pipocar!!!

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Confissões a quem interessar possa...


Pode entrar!

Cheguei quase agora. É bom conversar com pessoas... Embora algumas coisas de algumas conversas e achados fiquem em retalhos.

Eu não sei se me encaixo no conceito de normalidade. No conceito clássico! Sei não... Eu nem sequer tenho os dois pés em alguma patologia mental. Ser o tal do normal é ser neurótico e isso é muito leve em mim. Não sou ciumenta, pasmem! No entanto, não gosto de palhaçada. Pasmem denovo![risos]


Não sou drogadicta. Nem enventual, nem habitual... A única vez que me atrevi a fumar um baseado, ou melhor, uma tal de "baga", fiquei 5 horas em pânico na emergência e ainda tendo que aturar as divagações e os conselhos de dois médicos "lombreiros", que diziam pra mim, enquanto eu tomava o soro e respirava na máscarazinha de oxigênio:

"- O outro da enfermaria masculina tá pior, num tá?", um perguntando pro outro que respondia:

"- Ôh... tá, oh!"


E os dois falando pra mim:

"- Ôh, garota... você tá assim porque num tá relaxando. É! Relaxe... curta a viagem."


E eu só pensando, cá com meus entorpecidos neurônios: "Era só o que faltava. Eu mereço mesmo!" E respondendo pros "doutores da alegria canabis":

"- Dr., eu posso ficar mais um pouquinho na máscara? Tô com falta de ar, tenho asma!!! Dá licença?"

Ai... ai... entorpecentes-alucinógenos-relaxantes e afins, CONCLUSIVAMENTE: NÃO FAZEM A MINHA PRAIA!

Eu não tenho alucinações visuais. Não, eu não vejo bichinhos andandos nas paredes a não ser que existam mesmo, que sejam viventes em realidade. Nem ao menos vejo vultos! Sabe aquela frase que alguém diz: "você viu?! tô arrepiada! vi um vulto ali!" Eu só olho e digo: "Não! Num vi nada!" Não vejo nem uma sombrazinha passando. O que contraria e muito minha fé na espiritualidade!

Também não tenho alucinações tatéis. Os meus arrepios ocorrem só em respota a sensações de toque real, ou, quando estou doente (à febre, no caso).

Também não tenho alucinações auditivas. Sabe aqule negócio de dizer que "acha" que alguém chamou lá no portão? Quando eu acho isso, eu vou e olho e sempre tem alguém. Raríssimas são as vezes que não tem. E depois alguém liga pra mim: "pôxa, tava onde que chamei e ninguém veio?!" Até nisso eu sou sabotada![risos]

Não, eu não sou paranóica. As minhas "nóias" só se apresentam quando desconfio de algo possivelmente real e ruim que possa acontecer. Mas, eu sigo meus instintos sem ficar com perguntas (em pensamentos) repetidas. Encho o saco dos meus amigos (que são muito poucos) uma vezinha e olhe lá! Depois de ouvir me recolho e sigo.

Não, eu não tenho tendência suicida. E, se já me ocorreu a idéia? Já. Mas também, da imaginação me veio uma sensação de estranheza com a coisa, que nem de longe imagino o quê possa servir de justificativa pra uma atitude dessas da minha parte. É um pensamento que não me permeia. Eu não consigo me entregar ao sofrimento por longo tempo. Vivencio aquele momento e bola pra frente. Nada mais!

Também não tenho tendência homicida. Nem no cume da minha raiva me invade a fantasia de matar outra pessoa! A minha pulsão de morte só perpassa a uns seres unicelulares: vírus, vermes, bactérias e outros organismos parasitas e descartáveis. É verdade que tem gente que merece descarte na minha vida. Mas a estes eu descarto de outra forma: me afasto. Ah... também mato baratas! E isto nem merece comentário![risos]

No entanto, eu não gosto de lidar com gente falsa. Não curto alimentar crédito em palavras, em frases mentirosas. Escuto... e só! Eu tenho uma sensibilidade muito boa pra saber quando não devo confiar em falsas verdades (em um falso "eu gosto de você", por exemplo!). Depois não entendem porquê crédito em mim não cola! Não devo nada a quem me falta com respeito da verdade.

Por outro lado, eu simplesmente fico indignada com essa necessidade que certas pessoas têm de provocar ilusão nos outros. Tá certo que provoquem em bestas, ou, falem a verdade para algumas pessoas, mas escolher logo a mim pra depositar mentiras?! Ah... tenha dó! Nem assim, a vontade de matar literalmente (e não literal) a pessoa me invade.

Eu sou o tipo de gente que, dirigindo o carro após um jogo (independente do resultado) cruza com aquele pedestre miserável que insiste em caminhar na pista, todo cheio de si (e de quequéu, bêbo-cego), em resposta a busina, diz em voz alta:

"- Passe por cima!"; com a mão "dando um dedo" em provocação.

Pois é... eu sou o tipo de motorista que iguala o carro a esse ser otário e diz, puto, mas muito, muito puto da vida:

"- Meu amigo, eu não sei como tá a sua vida, mas se eu passar por cima de você eu complico a minha, que vai muito bem, obrigada!!!". E, em frente, ou dobrando a esquina, sigo minha rota.

Não tenho fantasias sexuais sado-masoquistas. Aff... Nem nas mais sórdidas eu imagino velinhas pingando em mim ou em quem quer que seja! Nada de chicotes, pregos e outras coisas desse tipo. Fantasio muita coisa. Mas é só e nada dessas mencionadas.

No entanto, eu não sou uma pessoa que não deixa de vivenciar suas "loucuras", sua poesias e suas prozas.

Ser normal tá virando, cada vez mais, por aí... a ilusão de não ver, não ouvir, não sentir, não entender a realidade. Ser normal parece estar relacionado com deixar-se enganar pois, vendo a verdade a dor fica insuportável pra maioria.

Ser normal, sendo assim... definitivamente, não é a minha! E nem de longe sou Boderlaine! Não tenho um pezinho lá e cá.

Tenho os dois pezinhos no chão, o coração na poesia e a cabeça nas nuvens. Eu desbravo a vida!!!

É... talvez eu, simplesmente, não me encaixe![risos]

Beijos

10 comentários:

mymind disse...

obrigada pela visita!
gostei d passar por ca, e graças a deus k n existem pessoas "normais" hehe :D
bjinhos

ki-colado disse...

Então... descobri que tu és normal Paula calixto!!!

O dificil é se conhecer em primeiro plano, afinal somos todos um grande embaralhado da sociedade.

Ser normal tu bem o sabes que é ter uma ou outra neurose mais comum à todos.

Se fugir das atitudes da massa és excluida por si mesma do sistema.

Ser livre para voar é o grande bem que alguém pode ter, e tú o podes.

Paula Calixto Amores
Um bom nome prá ti.

I believe at you and your feelings.

Greetings!!!

Plugado disse...

se todo mundo q fosse normal fosse assim tão sensivel e autêntica qa vida n precisaria desse padrões castradores. xero

Mário Margaride disse...

Olá Paula,

Normal!...o que é ser normal?
Será encaixar nos padrões e conceitos, pré-estabecidos pala socidade! Será isso ser normal?

Ou normal...será agirmos, pensarmos, e fazermos, o que nos faz sentir bem connnosco próprios, respeitando o outro na sua diversidade!

Se assim for! Então seremos de certo, normais.

Um beijinho...

Octávio Roggiero Neto disse...

oi, Paula! vim pra dar uma mordidinha em sua maçã. atrevidamente, diga-se de passagem! suas confissões têm um tom mesmo de conversa íntima. você sabe bem como fazer as palavras fluírem. achei um barato a descrição do seu barato! aliás, ao ler este seu escrito me lembrei de uma frase de minha namorada, a Débora, que tem alguns textos publicados no blog retalhos de um dia qualquer. é mais ou menos assim: "loucura é ser normal, porque ser normal é ser igual a todo mundo".
ah! preserve seus poucos amigos, os verdadeiros, porque hoje em dia está muito difícil mesmo encontrar pessoas com quem podemos contar.
té mais ler!

un dress disse...

ai que taNto eu desbravo a vida

incerta

descoberta

alegria

ai taNto que eu estou viva...



beijO.paula :)

vanda disse...

Se todos aqueles que se julgam normais fossem como a Paula, garanto que este mundo seria muito melhor!
melhor de verdade, pois as pessoas seriam sensiveis e com alma de poeta!

beijo e bom fim-de-semana

Anônimo disse...

O bom de vir aqui é ter sempre um reforço de coisas q a gente esquce todo dia! Gosto de ver como vc fala de si e pras pessoas sibre como é importante certas coisas.

bjo

Girassol disse...

A meu ver não existe ninguém normal nesse mundo. Os conceitos de normalidade variam de pessoa para pessoa, então quem sou eu para julgar alguém?!
A única coisa pela qual dou graças a Deus, é por ser única. Jamais quero ser esse "Normal" de pensar igual, agir igual, viver igual.
Que sejamos todos bem anormais, só assim o mundo pode avançar e evoluir.

Beijos.

Mussaenda disse...

Matar baratas definitivamente naum é normal rsrssrrsrs...